Monólogo.

Julho 1, 2008

Sinto-me presa num mar de sentimentos, muitos deles desconhecidos.
Logo eu, que sempre fui tão fria… Mas que ironia do destino.
(Ou talvez seja amadurecimento.)
Sofrimento, talvez.
(Dúvida.)
O mundo girando freneticamente e eu aqui, parada, esperando, esperando…
Esperando o que? Eu nem sei o que esperar.
(Talvez amor.)
Talvez eu até saiba.
(É claro que você sabe.)
Talvez eu até já tenha tido motivos pra parar de esperar, mas porque continuo então?
(É medo.)
Acho que é pra poder perder e continuar a esperar.
(É medo de amar!)
Porque não assumo que encontrei e paro de esperar por nada?

Vou fazer acontecer.

(25 de Novembro de 2007)

Mudança…

Julho 1, 2008

essa palavra sempre me assustou um pouco, mas chegam momentos em que ela é inevitável.
mudei, mudaram, mudamos e sempre vai mudar.
dias felizes tornaram-se sem sentido algum. mas ainda continuam sendo lembrados como dias felizes, mesmo que sua concepção de felicidade tenha mudado junto com você.
a minha mudou.
não que eu tenha deixado de gostar das mesmas coisas ou de fazer tudo como sempre.
a questão é que tinha que mudar.
mas porque?
estava tudo tão bom. há anos, a mesma rotina. eu nao me importava, pra falar a verdade eu até gostava.
mudou. conheci novas formas de felicidade.
vai continuar mudando e eu não quero mais ter uma rotina.
quero ir ao cinema sozinha e fazer tudo que eu sempre tive vontade.
quero mudança, quero amor.
vou mudando, deixo a vida me levar, deixa o tempo escolher o que é bom pra mim.
vou levando e sendo levada por uma vida que muda a cada instante.
sou inconstante, agora.
e gosto, até a próxima mudança.